28 de jun de 2010

copie conforme - kiarostami

Toda história de amor tem algo de loucura.
A partir disso vamos ao filme de Kiarostami.
Dois personagens, um homem e uma mulher, flutuam etre algumas linguas - italiano, inglês, francês - e pelo menos dois personagens para cada um deles.
Nesse universo que vai se construindo entre essas passagens, os personagens se adensam para além de um indivíduo. Eles são casados e não são, se conhecem há 15 anos e há um dia, são neuróticos, sempre.
O filme não abandona nunca o casal e quanto mais nos aproximamos deles, menos sabemos sobre a relacão que eles tem.
Kiarostami aparece absolutamente surpreendente em seu primeiro filme ocidental. Lindo!

23 de jun de 2010

O jornalismo da Globo


Esse vídeo é realmente surpreendente.
Os jornalistas deveriam pedir demissão depois de serem colocados em papel tão absolutamente ridículo, fingindo-se atores com o texto de editorial.
Tudo é tão frágil e indelicado na estratégia da emissora.
Realmente, é uma episódio muito revelador dos princípios éticos da Globo.
Vale lembrar ainda que através do jornal O Globo - pelo menos -  tentou-se pressionar a FIFA a punir Dunga.
Que disputa bisonha. Um poço de ressentimento e tristeza de ambos os lados.

5 de jun de 2010

Beijos Proibidos e Lola Montès

Enorme prazer essa semana com dois filmes intensamente criativos, inventores de mundos enlouquecidos, independentes.
Lola Montès, do Max Olphus, que Deleuze disse ser um cristal inviolável.
Cristal perfeito.
Não há nada que possa destruir aquele mundo que se descolou de qualquer coordenada espacial ou temporal.
O filme é invenção dentro do inventável!

O outro filme é Beijo Proibidos, do Trufaut. Um roteiro de uma liberdade deliciosa. Cheio de entradas e estranhamentos.
Leaud em seu esplendor.

São filmes que no lugar de nos prolongar alguma emoção ou humor conhecido, nos invadem com mundos inimagináveis. Como se ao lado do cotidiano e do que conhecemos, um outro mundo aparecesse.

Merci la vie!

US- resta a força bruta

O evidente declínio do império americano só tenderá a radicalizar o uso da força.
A reação americana ao acordo Brasil/Turquia/Irã é parte disso.
O terror de estado praticado por Israel também.
Teremos nas próximas décadas urgencia em lidar com o fim de um império que cada vez mais tentará fazer valer seu poder pela força.