4 de ago de 2010

Campanha do OMO - da soap-ópera ao soap-control

Veja o link para a nova campanha da OMO (sabão em pó). Matéria da Advertising Age.

A campanha é baseada na seguinte premissa. O prêmio irá até o ganhador e não o ganhador até o prêmio.

O consumidor compra o sabão e de repente é surpreendido pelo prêmio que bate na sua porta sem que ele jamais tenha dado o endereço para qualquer pessoa.

Essa nova campanha do Omo é o retrato desse caldeirão em que se misturam o controle policial, o espetáculo - que inclui a soberba tecnológica - e o capitalismo biopolítico.

Trata-se de um tubo de ensaios para as futuras ações do comércio.

Atrelado a um chip, as caixas de sabão poderão informar ao supermercado que o sabão está acabando e uma nova caixa será entregue na casa do consumidor.

Com o gps, esse material poluente poderá ser monitorado e encaminhado aos depósitos com reciclagem.

Como se vê, as vantagens são evidentes. Para isso, precisamos "apenas" permitir que tudo que consumimos venha acompanhado de um micro-chip, permitindo que tenhamos nosso consumo monitorada em filigrana e que o caminho de nosso consumo seja monitorado. Ainda não ouvi falar em GPS para alimentos, comeremos GPS?

Claro que a Advertising Age acha tudo lindo! A intrincada relação entre estratégias de controle pessoal e consumo ainda está engatinhando.

Um comentário:

Gabriel Malinowski disse...

Acho que quem come gps, por ora, são os cachorros. Acho que vi um cartaz em alguma pet anunciando o serviço - um localizador de cão, caso ele suma ou coisa do gênero.
Abraço do Gabriel.