29 de jul de 2016

13 junho 2016

A ação política é inseparável de uma ocupação dos espaços, frequentemente de espaços onde o povo não foi chamado chamado.
No atual momento esta máxima tem feito toda a diferença nas forma de resistência ao autoritarismo.
As mulheres e estudantes, por exemplo, desorganizam os espaços em que os poderes mais autoritários e conservadores gostariam de lhes reservar. 
Nesta semana, uma manifestação na Paulista pelo Fora Temer trazia uma imagem que era o contrário disso.
O vão do Masp, tradicional espaço de encontro e mobilização foi dominado pela polícia.
O espaço que pertencia às invenções do povo, arquitetura brilhante de Lina, aberta ao imponderável, estava lá, dominada por homens de preto.
De um lado uma manifestação que começava com a organizada distribuição de camisetas e bonés vermelhos que não surpreende ninguém, de outro, o espaço que já era nosso, dominado.
A ação política que aceita esse esquadrinhamento espacial está fadada ao fracasso.

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