29 de jul de 2016

6 junho 2016

Que momento impressionante vivemos.
A saída de Dilma no lugar de expor a fragilidade do governo desta acabou colocando no poder um tigre de papel que depende cada vez mais da violência da mídia e da estratégia de choque na suspensão de direitos. 
Se pouco tempo atrás muitos ainda se apoiavam nas trapalhadas da presidente e no triste fim desse PT como alternativa real, o momento expõe, por um lado, a evidência de que a dita oposição não passa de frangalhos políticos e intelectuais. Por outro lado, nas escolas, ocupações, universidades e nos modos de vida, algo se tornou insuportável: não há espaço para a simplificação do país nos termos moralistas e religiosos, não há espaço para o enquadramento e ordenamento dos pobres.
O retorno de Dilma será bem vindo, mas algo se passa fora de Brasília que não pode ser apaziguado com o eventual retorno da presidente.
A força dos debates, a busca por uma ação de esquerda efetiva, a crítica ao lulismo, a exposição da fragilidade dos congressistas, a urgência de outro modelo de representação, o aprofundamento das investigações de corrupção, tudo isso nos chegou com o pé na porta.
Além da luta institucional, gostaria de ficar à altura do que nos acontece.

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