29 de jul de 2016

jogos Olímpicos

21 julho 2016

A Zona Sul do Rio de Janeiro, como todos sabem, é um espaço hiper-protegido. Entre o Leblon e o centro se anda a pé mesmo de madrugada. Não é super seguro, mas há movimentos nas ruas, alguns lugares abertos, etc.
As Olimpíadas chegaram com as suas logos coloridas, suas publicidades de megacorporações internacionais e muitos estrangeiros. 
Os Jogos, vendidos como uma festa que reúne países e pessoas de todas as partes do mundo, entretanto, ocupa a cidade de maneira bastante específica.
Quem hoje vê o Rio imagina a cidade mais violenta do mundo. Há militares com armas pesadas por toda parte. Na frente do Maracanã, alguns levavam bazucas. Deve haver um motivo para isso, mas é difícil imaginar uma bazuca sendo usada na Tijuca.
As cores e consagração entre povos é ofuscada pelo verde oliva.
A presença das pessoas nas ruas é ofuscada por constantes avisos de autoridades: “Provavelmente as forças de segurança vão demandar da gente mais bloqueios, mais transtornos.” (prefeito).
Por todo lado há uma forte mistura entre shopping centers, como o instalado nas areias da praia de Copacabana e uma ordem policial que desconsidera o próprio funcionamento da cidade.
Os jogos transformam assim o Rio de Janeiro em uma cidade-aeroporto, lugar de passagem onde as singularidades do local são eliminadas, ao mesmo tempo em que os aparatos extremados de segurança e o consumo internacional convivem lado a lado, na harmonia mais reveladora das formas de organização do mundo.
Extremo consumo e polícia. Que venham os maratonistas.

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