22 de out de 2007

TV Brasil

Porque a diversidade do país não é contemplada na mídia privada.
Porque vivemos em uma sociedade que volta aos poucos a acreditar nos bens públicos e comuns.
Porque é possível separar o bem público do grupo que está no poder.
Porque estamos em um momento posterior a uma revolução tecnológica que democratizou a produção audiovisual.
Porque o monopólio ideológico e estético das tvs comerciais causa vergonha.
Porque os oligopólios da mídia chamam de censura qualquer tentativa de controle e participação pública.
Porque não existe Tv sem espetáculo no país.
Porque o comércio não resolve a necessidade de comunicação.
Porque existe inteligência, desejo e criação fora das relações regidas pelo dinheiro.


Matéria no Observatório da Imprensa sobre um encontro com Tereza Cruvinel, responsável pela implantação da TV Brasil.
Matéria do Jornal O povo (Plínio Bortolotti) com críticas pertinentes aos primeiros passos da criação da Tv Brasil

3 comentários:

Gabriel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabriel disse...

Cezar,

Li recentemente um texto do Hermano Vianna, no qual ele pauta também algumas questões sobre a TV Pública e achei interessante. Caso ainda não tenhas lido segue o link:

http://www.overmundo.com.br/overblog/comunicacao-e-mundo-em-transformacao-parte-1

E continua no:

http://www.overmundo.com.br/overblog/comunicacao-e-mundo-em-transformacao-parte-2

Abraço,

Gabriel

Migliorin disse...

Obrigado Gabriel,

Segue o link para o Forum das Tvs públicas com os documentos produzidos pelo governo federal: http://www.agenciabrasil.gov.br/coberturas-tematicas/2006/11/22/cobertura_tematica.2006-11-22.6916409674

"A TV Pública não faz, não deveria dizer que faz e, pensando bem, deveria declarar abertamente que não faz entretenimento " Eugênio Bucci – Presidente da Radiobrás


O Hermano não concordaria com isso, me parece. Declaração do Hermano Vianna no link que v. me mandou:
"Ao me encontrar, também no Seminário, com pessoas ligadas à nova TV Pública que vai ser inaugurada em breve no Brasil, tive que dizer em tom exaltado/influenciado por todas essas questões que reapareceram em muitas palestras: se for para ser uma TV tradicional, não faz o menor sentido, é dinheiro público desperdiçado com um modelo comunicacional obsoleto, é investimento em algo que é passado, enquanto o dever deveria ser criar o futuro. Digo com certeza: qualquer canal novo hoje tem que ter seu centro na internet. Se for copiar o formato já existente, com telejornais com bancadinhas ou mesmo documentários educativos bem intencionados, ninguém vai ver, o pessoal todo vai pro bar da esquina dançar ao som do DVD do Cavaleiros do Forró ou vai criar suas novelas no Orkut. A nova TV Pública brasileira tem que partir do Ginga, da interatividade, do game online, da realidade virtual imersiva, do jornalismo-cidadão, da Web 3.0 (pois a 2.0 já é coisa também superada), e de outras experiências comunicacionais ainda mais imprevisíveis e ousadas."

Que assim seja!

abraços
Cezar