18 de jan de 2010

O PSOL e o Haiti

Esse pessoal do Psol é inacreditável.
A recomendação deles é "cair fora do Haiti" -
O Brasil está "segurando a vaca para os EUA mamarem" (artigo)
Independente da urgência e da necessidade de  homens e mulheres treinadas para ajudar em situações como esta, o que por si só deveria calar esse tipo de comentário, o que eles não suportam é estarem em um lugar de disputa, de mediação, de tensão de forças. Ou seja, a política.
A radicalidade do PSOL é justamente um desejo de que a política seja eclipsada.

Twitter do Miltons Temer, por quem tenho real respeito: "Se Minustah não serviu a nada, é hora de o governo Lula retirar nossas tropas do Haiti. Ou o Brasil estará sendo capataz dos EUA, na repressão"

Milton, é o contrário. Quanto mais houver indícios de opressão, maior deve ser a presença brasileira. 
Fazer conviver os princípios com a diferença é a radicalidade e a dificuldade da política, é isso que o PSOL desconhece.


 

4 comentários:

Natália Maia Coutinho disse...

Concordo com você e fIquei com vontade de encaminhar o post ao Temer, pra ver o que ele fala. Posso? bjs

Migliorin disse...

Claro, por favor.
bjs

Milton Temer disse...

Prezado, cumpro determinação de minha sobrinha Nat sem hesitar.
Sempre fui contrário à nossa presença militar no Haiti. Não são poucos os comentários dos luminares da GloboNews dizendo com naturalidade que o "Haiti é excelente campo de preparação do Exército para sua eventual intervenção nas favelas brasileiras".Minustah, insisto, é o Brasil fazendo o jogo sujo pro Bush, com Lula topando por sua fixação, na época,em buscar apoio para nos tornar membros efetivos do Cons Segurança da ONU.Ambição tb equivocada, pq a boa política nos obriga a estimular o fim desse câncer com superpoderes sobre a Assembléia Geral da ONU. As denúncias que já correm o mundo após a frase no Twitter que vc não gostou, sobre a ocupação americana a partir da tragédia, mostram que quem ganha com intervenção militar no Haiti não é o povo do Haiti. Fico por aqui por conta do espaço, mas estou à sua disposição para o debate no meu correio eletrônico. Saudações fraternas, MTemer

Migliorin disse...

Caro Temer,
Obrigado pelo seu comentário.
Vejo tuas preocupações próximas das minhas. Também estamos pensando no Haiti, nos limites que devemos dar ao poder americano, na preocupação em se jogar o jogo global sem nos pautarmos pelas velhas regras que fizeram existir o Conselho de Segurança.
Mais do que ver o Brasil participando do jogo, desejamos um mundo em que o Haiti e o Brasil possam fazer diferença.

Nesse sentido, não me parece haver outro meio se não a política.
Ou melhor, a participacão em um espaço de tensão.

Esse espaço só pode existir com nossa presença, não com o boicote. Os limites do que será a presença dos EUA no Haiti estão se jogando agora. Dizer que não jogamos o jogo é fazer o jogo deles, dos americanos, que vem dispensando os organismos internacionais em todos os campos, do Iraque ao protocolo de Kioto.

Só para encerrar, meu argumento parte de uma compreensão de que para o povo do Haiti é melhor o exército brasileiro estar lá, o dinheiro - nada desprezível que o Brasil envia ao haiti - estar lá. O que a Globo News diz ... coitados, estão desesperados tendando pautar o mundo, o governo, mas não conseguem pautar nem as conversas dos amigos do Jardim Botânico. É risível.
Meu abraço