24 de jun de 2015

Aeroportos e viglância

Os aeroportos internacionais se tornaram o paroxismo do capitalismo.
Primeiramente se produz uma barreira. Nessa barreira com policiais, câmeras, sistemas de raio-x e vigilância eletrônica as pessoas são colocadas em estado de tensão em angústia.
- Se estou sendo vigiado e esquadrinhado a tal nível, alguma culpa devo ter.
Somos então revistados e parte de nossas roupas é retirada.
Depois desse sistema de humilhação, recolocamos as botas e cintos e chegamos no shopping center com luzes, marcas e vitrines feitas por artistas que acabamos de ver nas galerias.
Basta um passo depois da barreira policial e chegamos ao consumo que pode resolver nossas angústias.
Se em todo o mundo a violência e a humilhação do estado é parte do capital, em nenhum outro lugar as duas coisas estão tão próximas.
Depois da humilhação a recompensa não é o portão de embarque, mas o paraíso dos free-shops. Esse mercados que levam esse fantástico nome: free.
Uma liberdade que tem o preço da humilhação e da subserviência.
A globalização free-shop encontra o sujeito revistado, apalpado, cheirado, esquadrinhado, marcado.
Hora de comprar um perfume e um whisky pra relaxar.

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